Ransomware readiness: como reduzir impacto em 90 dias (sem virar refém do caos)

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Ransomware readiness não é “ter backup”. É conseguir atravessar 90 dias sem fingir que “com a gente não acontece”. E, se acontecer, não deixar o negócio parar, a diretoria entrar em pânico e a operação virar um mutirão de madrugada.

Antes de entrar no playbook, um dado pra colocar o pé no chão: no Brasil, o custo médio de um ataque de ransomware passou de R$ 7 milhões em 2024, segundo relatórios de cibersegurança.

Resumo rápido

Ransomware readiness: como reduzir impacto em 90 dias significa montar um playbook prático em quatro fases: ver, responder, corrigir e testar. Em 90 dias, dá pra elevar muito a resiliência com decisões certas: reduzir caminhos de acesso inicial, conter rápido, proteger identidade, endurecer backup, preparar comunicação (LGPD/ANPD) e treinar o time com simulações. O foco é cortar “tempo de permanência”, limitar a propagação e manter operação de pé. Lista curta do que mais move o ponteiro: inventário de ativos críticos, MFA e privilégios, segmentação, patching de alta prioridade, detecção comportamental, e exercícios de crise.


A verdade incômoda: ransomware hoje é operação, não “vírus”

Ransomware virou um ecossistema. Tem corretor de acesso inicial, afiliado, operador de RaaS, time de extorsão, negociação e até “suporte” pro crime. A Halcyon descreve isso como uma campanha multiestágio, planejada do acesso inicial à extorsão.

No Brasil, o risco não é teórico. Um levantamento citado pela ESET aponta que cerca de 29% das empresas no Brasil relataram ransomware em 2024. E, no mesmo país, a discussão costuma começar tarde: quando o atendimento parou, o ERP travou, o WhatsApp do comercial virou o “SAC do apocalipse” e o CFO pergunta “paga ou não paga?”.

O problema é que a pergunta certa não é “paga ou não paga?”. É “por que a empresa chegou nesse ponto?”.

Se você quer entender melhor o contexto do cenário local, vale conferir outro post do blog da VIVA: Conheça os dados sobre ransomware no Brasil.

O alvo real: sua continuidade, sua reputação e sua coragem sob pressão

Ransomware readiness

Ransomware moderno não quer só criptografar. Ele quer parar a operação e aumentar o custo humano da crise. E, quando possível, ele combina criptografia com vazamento (extorsão dupla ou tripla). Muitos relatórios descrevem justamente essa evolução para extorsão dupla e tripla.

Isso muda o jogo. “Como se proteger de ransomware” deixa de ser checklist técnico e vira disciplina de negócio.

E tem um detalhe brasileiro que muita empresa subestima: quando o incidente envolve dados pessoais, entra LGPD e entra ANPD. A ANPD aprovou regulamento com prazos e requisitos de comunicação. A regra geral traz prazo de 3 dias úteis para comunicação à ANPD e aos titulares, contados do conhecimento do controlador de que o incidente afetou dados pessoais.

Agora vem a parte prática: o que fazer em 90 dias, sem fanfic.


O playbook de 90 dias em 4 fases: ver, responder, corrigir, testar

A estrutura é simples. O trabalho, nem sempre. O erro comum é inverter: tentar “corrigir tudo” antes de conseguir ver e responder.

A seguir, o time da VIVA organiza o playbook por fases. Ele funciona com qualquer stack. E encaixa muito bem quando a empresa decide adicionar uma camada dedicada anti-ransomware, como a Halcyon, para fechar lacunas específicas de ransomware.

Leitura recomendada: Backup não é anti-ransomware: o jogo enterprise mudou

Fase 1 (dias 1–20): ver antes de apanhar

Você não reage bem ao que não enxerga. O objetivo aqui é criar visibilidade útil e definir o que é “crítico” de verdade.

Primeiro, aceite: inventário perfeito é lenda. O que dá pra ter em 20 dias é um inventário suficiente.

H3 só entra depois desse parágrafo, então vamos direto ao que importa.

Mapear ativos críticos e fluxos que sustentam o faturamento

Lista curta, sem poesia:

  • Quais sistemas param o faturamento em 1 hora?
  • Quais param o atendimento?
  • Quais param produção/logística?
  • Quais guardam segredos comerciais e dados pessoais?

Se ninguém sabe responder rápido, você já achou um problema grande.

Identidade e privilégios: o “cinto de segurança” que quase ninguém usa direito

Ransomware ama credencial. Então, em 20 dias, foque em:

  • MFA obrigatório onde dói mais (admin, e-mail, VPN, acesso remoto).
  • Revisão de contas privilegiadas.
  • Remover acesso “para sempre” e adotar privilégio sob demanda onde possível.

Isso não é glamour. É sobrevivência.

Telemetria e logs: menos colecionar, mais conseguir agir

Log que ninguém usa é coleção. Em vez disso:

  • Defina eventos mínimos para detectar: desativação de EDR, alteração em GPO, criação de contas admin, acesso massivo a shares.
  • Garanta retenção básica e integridade.

Se você tem SOC/MDR, é aqui que a conversa fica objetiva.

Fase 2 (dias 21–45): responder sem “reunião eterna”

Ransomware: desafios e soluções para empresas

Aqui o objetivo é reduzir tempo de contenção. Você quer parar a propagação rápido e impedir que o incidente vire um incêndio corporativo.

Um IR de verdade: quem decide o quê (antes da crise)

Ransomware não espera agenda. Então deixe claro:

  • Quem pode isolar rede/segmento.
  • Quem autoriza desligar sistemas.
  • Quem fala com jurídico, comunicação e diretoria.
  • Quem conversa com seguradora e forense.

Sem isso, a crise vira democracia. E democracia na crise vira atraso.

Contenção em minutos: segmentação e isolamento com roteiro pronto

Exemplo comum: a empresa tem segmentação “no slide”, mas na prática tudo conversa com tudo. Aí o ransomware passeia.

O mínimo do mínimo:

  • Separar usuários de servidores críticos.
  • Reduzir acesso a shares por grupo.
  • Bloquear lateralidade desnecessária.

E sim, isso envolve mexer em rede. Mas “depois a gente vê” custa caro.

Detecção comportamental e “gap de ransomware”

A Halcyon posiciona sua tecnologia como focada em interromper ransomware por comportamento, incluindo detecção de tentativa de sabotagem do EDR e proteção contra BYOVD.

Ponto importante: nada aqui é promessa mágica. O que faz sentido é pensar em camadas. EDR/XDR é base. Backup é base. O que frequentemente falta é uma camada que trate ransomware como esporte específico.

A própria Halcyon descreve isso como “fechar o ransomware gap” entre EDR/XDR e backup.

SOLICITE AQUI UMA DEMONSTRAÇÃO DO HALCYON

Fase 3 (dias 46–75): corrigir o que permite o ataque repetir

Agora é a parte menos sexy e mais valiosa: remover causas prováveis.

Patching com critério: prioridade por exploração e exposição

Diversos relatórios de cibersegurança mostram volume alto de vulnerabilidades e reforça a importância de um programa estruturado de patches.

Mas “atualizar tudo” não cabe no mundo real. Então o critério tem que ser:

  • Exploit disponível ou uso ativo.
  • Exposição (internet, acesso remoto, terceiros).
  • Ativo crítico no fluxo de negócio.

Se a empresa tem gestão de vulnerabilidades, use isso para guiar sprints semanais. Sem drama. Sem “vamos zerar backlog”.

Hardening que reduz estrago mesmo quando algo passa

Alguns controles não impedem o acesso inicial, mas reduzem muito o raio de explosão:

  • Bloqueio de execução em pastas comuns de drop.
  • Controle de scripts e macros.
  • Restrição de ferramentas de administração remota fora do padrão.
  • Backup com imutabilidade e credenciais separadas.

E aqui um lembrete brutal: backup que nunca foi restaurado não é backup. É crença.

Preparar LGPD/ANPD sem transformar incidente em crise jurídica

A ANPD tem canal e orientações sobre comunicação de incidente, e o regulamento define prazos e itens esperados.

O que dá pra deixar pronto em 30 dias dentro dessa fase:

  • Checklist de decisão: há dado pessoal? há risco relevante?
  • Modelo de comunicação interna.
  • Modelo de comunicação para titulares (quando aplicável).
  • Registro de incidente e trilha de evidências.

Não é “burocracia”. É não errar duas vezes.

Fase 4 (dias 76–90): testar para não descobrir tudo no pior dia

Essa é a fase que separa maturidade de autoengano.

Simulação técnica: do alerta à contenção

Simule o cenário que mais acontece:

  • Credencial comprometida.
  • Movimento lateral.
  • Tentativa de desabilitar EDR.
  • Criptografia em massa em um segmento.

Meça:

  • tempo até detectar,
  • tempo até isolar,
  • quantos sistemas críticos foram tocados,
  • se o time seguiu o playbook.

Simulação executiva: a reunião que decide o destino

A crise real tem elemento humano. Então treine:

  • quem fala o quê,
  • quem aprova decisões,
  • como lidar com extorsão e vazamento,
  • como manter operação mínima.

Você quer menos improviso e mais reflexo condicionado.

Pós-morte sem caça às bruxas

Feche com 3 perguntas:

  • O que falhou primeiro?
  • O que atrasou mais?
  • O que, se tivesse existido antes, reduziria o impacto?

A resposta vira backlog de melhoria contínua.


Onde a Halcyon entra (de forma honesta) no plano de ransomware readiness

Dashboard Halcyon

A Halcyon, junto com a VIVA, descreve uma abordagem ponta a ponta, da detecção pré-execução à exfiltração e criptografia, além de um time 24/7 (ROC) como extensão da equipe.

O que isso significa na prática, sem “milagre”:

  • Motor comportamental treinado para sinais de ransomware, não para “qualquer malware”.
  • Detecção de sabotagem de EDR (um comportamento bem comum em ataques maduros).
  • Proteção contra BYOVD, que explora drivers assinados porém vulneráveis.
  • DXP (Data Exfiltration Protection) para alertar movimentos suspeitos de dados.
  • Captura de material de chave para viabilizar um caminho alternativo de recuperação se ocorrer criptografia.

Nada disso elimina a necessidade de backup, segmentação, IAM e treino. Mas pode reduzir impacto quando o atacante tenta “passar por cima” do stack tradicional.

Se você quer o encaixe com o serviço da VIVA (sem rodeio): a página de soluções detalha o posicionamento da VIVA com Halcyon para anti-ransomware e ciber-resiliência.


Checklist prático de 90 dias (pra colar no Trello e parar de filosofar)

Aqui vai um checklist que costuma funcionar bem em empresas brasileiras, inclusive com ambientes híbridos e muita terceirização.

  1. Ativos críticos definidos (sistemas, dados, fluxos).
  2. MFA obrigatório em admin, e-mail, VPN e acesso remoto.
  3. Privilégios revisados e contas órfãs eliminadas.
  4. Segmentação mínima entre usuários e crown jewels.
  5. Patching por exploração e exposição, em sprints semanais.
  6. Backups testados com restauração real e credenciais separadas.
  7. Playbook de resposta com papéis, gatilhos e autorização clara.
  8. Telemetria mínima para detectar sabotagem e movimento lateral.
  9. Simulação técnica medindo tempo de detectar e conter.
  10. Simulação executiva medindo tempo de decidir sob pressão.
  11. Plano LGPD/ANPD com critérios e modelos de comunicação.
  12. Avaliação de lacunas e priorização baseada em risco real.

Se você fizer isso bem, o ataque não “some”. Mas o impacto cai. E é isso que ransomware readiness deveria significar.


Perguntas frequentes

Em quanto tempo dá pra ficar “pronto” contra ransomware?

“Pronto” é palavra perigosa. O que dá pra fazer em 90 dias é reduzir muito o impacto com medidas de visibilidade, contenção, correção e teste. Relatórios mostram que até organizações que se consideravam preparadas sofrem ataques e nem sempre se recuperam rápido.

Como se proteger de ransomware sem trocar tudo o que já existe?

Comece pelo básico bem feito (IAM, segmentação, patching, backup testado e IR). Depois, avalie lacunas específicas. Muitas empresas adicionam uma camada dedicada anti-ransomware para reduzir o “gap” entre EDR e backup, em vez de substituir o stack inteiro.

Backup resolve?

Backup é essencial, mas sozinho não garante continuidade. Atacantes miram credenciais, snapshots e repositórios. A diferença é ter prevenção e contenção para não depender de restauração como único caminho.

Halcyon substitui EDR e backup?

Não é essa a ideia. A própria Halcyon se posiciona como camada que trabalha em conjunto com EDR/XDR e com backup, com foco específico em ransomware e mecanismos como detecção de sabotagem e captura de material de chave.

O que a LGPD exige num incidente de ransomware?

Se houver risco relevante a dados pessoais, existe obrigação de comunicação (art. 48 da LGPD), e a ANPD regulamentou prazos e conteúdo esperado, incluindo prazo geral de 3 dias úteis para comunicação à ANPD e aos titulares quando aplicável.


O próximo passo que evita “achismo” no seu plano

Por que usar a plataforma Halcyon?

Playbook bom começa com diagnóstico real. O time da VIVA usa avaliação para mostrar onde a empresa está vulnerável e o que cortar primeiro, sem chute.

Solicite seu Perfil de Ameaças e saiba exatamente onde você está vulnerável.
Descubra o Perfil de Ameaça da sua empresa.

Porque, no fim, Ransomware readiness é conseguir dizer: “em 90 dias, a gente reduz impacto de verdade” — e provar isso no teste.

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