Cibersegurança

Gestão de vulnerabilidades não é abrir ticket. É reduzir risco.

Ambientes modernos de TI viraram fábricas de tickets. Alerta entra, ticket sai. O problema é que o risco continua lá, intocado, esperando a próxima exploração. É aqui que muita empresa tropeça. E é exatamente aqui que o time da VIVA entra em campo, com a Vicarius como parceiro estratégico e uma ideia simples (e poderosa): remediação primeiro.

Neste artigo, a gente vira o jogo do “achar vulnerabilidade” para o resolver vulnerabilidade. Sem romantizar ticket, sem empurrar problema para o próximo sprint, sem fingir que fechar chamado é o mesmo que reduzir risco. Bora?


O caos silencioso dos tickets de vulnerabilidade

Antes de qualquer coisa, um fato direto: ticket mede trabalho feito, não risco eliminado.
Quando a segurança vira uma fila infinita de chamados, três coisas costumam acontecer:

  • Riscos críticos se perdem no backlog
  • Contexto some no handoff entre segurança e operações
  • O tempo de correção vira um inimigo invisível

Enquanto o ticket circula, o ativo continua exposto. E até o patch ser aplicado, não existe proteção real. É simples assim.

O mercado passou anos lapidando scanners, priorização, scoring e threat intel. Tudo isso é válido. Mas vamos ser honestos: detectar nunca foi o gargalo. Corrigir em escala, de forma consistente e rápida, sempre foi.


Onde o modelo tradicional quebra

O fluxo clássico funciona mais ou menos assim:

  1. Scanner detecta
  2. Ferramenta gera alerta
  3. Alerta vira ticket
  4. Ticket vai para outro time
  5. Prioridade disputa com mil demandas
  6. Patch entra “quando der”

Nesse meio tempo, o risco continua ativo.
O atacante não espera janela de manutenção.

O problema não é o ticket existir. Ele ainda é útil para auditoria, compliance e rastreabilidade. O erro é colocar o ticket como etapa central da segurança.

E é aqui que a conversa muda.


Remediação-first não é buzzword. É estratégia.

A proposta da Vicarius, dentro da abordagem defendida pela VIVA Security, é direta:
a plataforma nasce para corrigir, não só para informar.

Em vez de detectar e “jogar o problema para fora”, a tecnologia fecha o ciclo ali mesmo. Detectou? Já mostra como resolver. E mais: resolve a partir do mesmo console.

Sem troca de ferramenta.
Sem espera por outro time.
Sem perder contexto.

Ticket deixa de ser fila de pendências e vira registro do que já foi feito.


O que muda quando a remediação vira protagonista

Existe um divisor claro entre dois mundos:

  • Mundo A: “Achamos milhares de vulnerabilidades”
  • Mundo B: “Reduzimos risco de verdade”

No segundo, a conversa com o board muda. O KPI deixa de ser volume de ticket fechado e passa a ser tempo real de exposição.

Essa virada não acontece com discurso. Acontece com mecanismos práticos de correção.


Quatro caminhos reais para reduzir risco (não só documentar)

A Vicarius estruturou a remediação para cobrir cenários do mundo real. Não o mundo perfeito dos patches que sempre existem. O mundo caótico, mesmo.

Patching automatizado quando faz sentido

Quando existe patch, o processo precisa ser rápido, testado e governado.

A plataforma identifica o patch, valida compatibilidade e aplica conforme políticas definidas.
Sem intervenção manual.
Sem caça ao instalador correto.
Sem depender de scripts improvisados.

Isso cobre sistemas operacionais e milhares de aplicações de terceiros. Na prática, menos cliques e menos erro humano.

Há um ponto importante aqui: automatizar não é perder controle. É ganhar previsibilidade.


Scripts para quando patch não resolve tudo

Nem toda vulnerabilidade se corrige com um botão “update”.

Às vezes envolve:

  • Ajuste de registro
  • Mudança de configuração
  • Correção pontual de componente
  • Ação específica para aquele cenário

Nesses casos, entram os scripts verificados.
Ou scripts customizados, quando o ambiente pede algo fora do padrão.

O ganho não está só na execução. Está na padronização. O que funciona em um host passa a funcionar em cem.


Proteção sem patch quando o tempo joga contra

Aqui está um dos pontos mais fortes da abordagem.

E quando:

  • O fabricante ainda não lançou correção?
  • A janela de manutenção é só daqui a semanas?
  • Aplicar patch quebra o sistema crítico?

Esperar não é opção.
A resposta vem com controles compensatórios.

Eles neutralizam a explorabilidade da falha sem mexer no software base. O ativo continua operando. O risco deixa de ser explorável.

Isso muda o jogo em ambientes industriais, legados ou críticos para o negócio.


Configuração segura em escala

Muita exposição nasce de configuração fraca.
Senha padrão. Serviço desnecessário. Permissão aberta demais.

A remediação também passa por enforcing de baseline seguro, hardening de SO e aplicações, e correções remotas em larga escala.

O resultado é postura consistente. Não importa se o ambiente é distribuído, híbrido ou remoto. A segurança deixa de ser artesanal.


O impacto no mundo real (e não em slide bonito)

Empresas que adotam esse modelo relatam números que falam por si:

  • 60–70% de redução no tempo médio de remediação
  • Até 80% menos esforço manual com patching
  • Backlog que finalmente diminui
  • Ciclos de correção semanais, não trimestrais

Mais importante: a relação entre segurança e TI muda.
Sai o jogo de empurra. Entra colaboração real, no mesmo ambiente, com o mesmo objetivo.


O papel da VIVA nessa equação

A tecnologia é poderosa. Mas sem estratégia, ela vira só mais uma ferramenta.

O time da VIVA Security atua para transformar a plataforma em processo vivo dentro da operação. Não é só implantar. É alinhar com:

  • Gestão de vulnerabilidades baseada em risco
  • Fluxos reais de operação
  • Métricas que fazem sentido para CISO, TI e financeiro

A Vicarius entra como motor tecnológico. A VIVA assume o papel de orquestração, estratégia e operação.

Para quem quer se aprofundar em abordagens modernas, vale conferir também:

Esses conteúdos se conectam porque o risco não vive isolado. Ele atravessa tudo.


Detecção evoluiu. O desafio continua sendo outro.

Scanners estão mais rápidos.
Priorizações estão mais inteligentes.
Threat intel nunca foi tão acessível.

Mesmo assim, a maioria das organizações ainda luta para corrigir mais rápido do que novas falhas surgem.

A resposta não está em mais alertas. Está em menos fricção para agir.

Remediação-first aceita a realidade como ela é. Não idealiza ambientes perfeitos. Constrói segurança em cima do que existe hoje.


Perguntas que sempre aparecem

Ticketing vai acabar?

Não. Ele muda de papel. Sai do centro da segurança e vira apoio para compliance e histórico.

Isso substitui meu scanner atual?

Não necessariamente. A ideia é integrar e fechar o ciclo, não competir com detecção.

Funciona em ambientes grandes?

Não necessariamente. A ideia é integrar e fechar o ciclo, não competir com detecção.

E ambientes críticos, sem patch?

É aí que controles compensatórios brilham.

Preciso mudar toda a operação?

Não. A transição é progressiva. O ganho aparece cedo.


Quando vulnerabilidade vira verbo, não planilha

Vulnerabilidade não é algo para ser listado. É algo para ser resolvido.

Quando a segurança deixa de contar tickets e passa a contar risco eliminado, a conversa muda. Com TI. Com o board. Com o negócio.

No fim do dia, gestão de vulnerabilidades de verdade não é sobre enxergar falhas.
É sobre fechá-las antes que alguém explore.

Team VIVA

Especialistas em Cibersegurança e Privacidade de Dados, Pentest, SOC, Firewall, Segurança de API e LGPD.

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