Ambientes modernos de TI viraram fábricas de tickets. Alerta entra, ticket sai. O problema é que o risco continua lá, intocado, esperando a próxima exploração. É aqui que muita empresa tropeça. E é exatamente aqui que o time da VIVA entra em campo, com a Vicarius como parceiro estratégico e uma ideia simples (e poderosa): remediação primeiro.
Neste artigo, a gente vira o jogo do “achar vulnerabilidade” para o resolver vulnerabilidade. Sem romantizar ticket, sem empurrar problema para o próximo sprint, sem fingir que fechar chamado é o mesmo que reduzir risco. Bora?
O caos silencioso dos tickets de vulnerabilidade

Antes de qualquer coisa, um fato direto: ticket mede trabalho feito, não risco eliminado.
Quando a segurança vira uma fila infinita de chamados, três coisas costumam acontecer:
- Riscos críticos se perdem no backlog
- Contexto some no handoff entre segurança e operações
- O tempo de correção vira um inimigo invisível
Enquanto o ticket circula, o ativo continua exposto. E até o patch ser aplicado, não existe proteção real. É simples assim.
O mercado passou anos lapidando scanners, priorização, scoring e threat intel. Tudo isso é válido. Mas vamos ser honestos: detectar nunca foi o gargalo. Corrigir em escala, de forma consistente e rápida, sempre foi.
Onde o modelo tradicional quebra
O fluxo clássico funciona mais ou menos assim:
- Scanner detecta
- Ferramenta gera alerta
- Alerta vira ticket
- Ticket vai para outro time
- Prioridade disputa com mil demandas
- Patch entra “quando der”
Nesse meio tempo, o risco continua ativo.
O atacante não espera janela de manutenção.
O problema não é o ticket existir. Ele ainda é útil para auditoria, compliance e rastreabilidade. O erro é colocar o ticket como etapa central da segurança.
E é aqui que a conversa muda.
Remediação-first não é buzzword. É estratégia.
A proposta da Vicarius, dentro da abordagem defendida pela VIVA Security, é direta:
a plataforma nasce para corrigir, não só para informar.
Em vez de detectar e “jogar o problema para fora”, a tecnologia fecha o ciclo ali mesmo. Detectou? Já mostra como resolver. E mais: resolve a partir do mesmo console.
Sem troca de ferramenta.
Sem espera por outro time.
Sem perder contexto.
Ticket deixa de ser fila de pendências e vira registro do que já foi feito.
O que muda quando a remediação vira protagonista
Existe um divisor claro entre dois mundos:
- Mundo A: “Achamos milhares de vulnerabilidades”
- Mundo B: “Reduzimos risco de verdade”
No segundo, a conversa com o board muda. O KPI deixa de ser volume de ticket fechado e passa a ser tempo real de exposição.
Essa virada não acontece com discurso. Acontece com mecanismos práticos de correção.
Quatro caminhos reais para reduzir risco (não só documentar)

A Vicarius estruturou a remediação para cobrir cenários do mundo real. Não o mundo perfeito dos patches que sempre existem. O mundo caótico, mesmo.
Patching automatizado quando faz sentido
Quando existe patch, o processo precisa ser rápido, testado e governado.
A plataforma identifica o patch, valida compatibilidade e aplica conforme políticas definidas.
Sem intervenção manual.
Sem caça ao instalador correto.
Sem depender de scripts improvisados.
Isso cobre sistemas operacionais e milhares de aplicações de terceiros. Na prática, menos cliques e menos erro humano.
Há um ponto importante aqui: automatizar não é perder controle. É ganhar previsibilidade.
Scripts para quando patch não resolve tudo
Nem toda vulnerabilidade se corrige com um botão “update”.
Às vezes envolve:
- Ajuste de registro
- Mudança de configuração
- Correção pontual de componente
- Ação específica para aquele cenário
Nesses casos, entram os scripts verificados.
Ou scripts customizados, quando o ambiente pede algo fora do padrão.
O ganho não está só na execução. Está na padronização. O que funciona em um host passa a funcionar em cem.
Proteção sem patch quando o tempo joga contra
Aqui está um dos pontos mais fortes da abordagem.
E quando:
- O fabricante ainda não lançou correção?
- A janela de manutenção é só daqui a semanas?
- Aplicar patch quebra o sistema crítico?
Esperar não é opção.
A resposta vem com controles compensatórios.
Eles neutralizam a explorabilidade da falha sem mexer no software base. O ativo continua operando. O risco deixa de ser explorável.
Isso muda o jogo em ambientes industriais, legados ou críticos para o negócio.
Configuração segura em escala
Muita exposição nasce de configuração fraca.
Senha padrão. Serviço desnecessário. Permissão aberta demais.
A remediação também passa por enforcing de baseline seguro, hardening de SO e aplicações, e correções remotas em larga escala.
O resultado é postura consistente. Não importa se o ambiente é distribuído, híbrido ou remoto. A segurança deixa de ser artesanal.

O impacto no mundo real (e não em slide bonito)
Empresas que adotam esse modelo relatam números que falam por si:
- 60–70% de redução no tempo médio de remediação
- Até 80% menos esforço manual com patching
- Backlog que finalmente diminui
- Ciclos de correção semanais, não trimestrais
Mais importante: a relação entre segurança e TI muda.
Sai o jogo de empurra. Entra colaboração real, no mesmo ambiente, com o mesmo objetivo.
O papel da VIVA nessa equação
A tecnologia é poderosa. Mas sem estratégia, ela vira só mais uma ferramenta.
O time da VIVA Security atua para transformar a plataforma em processo vivo dentro da operação. Não é só implantar. É alinhar com:
- Gestão de vulnerabilidades baseada em risco
- Fluxos reais de operação
- Métricas que fazem sentido para CISO, TI e financeiro
A Vicarius entra como motor tecnológico. A VIVA assume o papel de orquestração, estratégia e operação.
Para quem quer se aprofundar em abordagens modernas, vale conferir também:
Esses conteúdos se conectam porque o risco não vive isolado. Ele atravessa tudo.
Detecção evoluiu. O desafio continua sendo outro.
Scanners estão mais rápidos.
Priorizações estão mais inteligentes.
Threat intel nunca foi tão acessível.
Mesmo assim, a maioria das organizações ainda luta para corrigir mais rápido do que novas falhas surgem.
A resposta não está em mais alertas. Está em menos fricção para agir.
Remediação-first aceita a realidade como ela é. Não idealiza ambientes perfeitos. Constrói segurança em cima do que existe hoje.
Perguntas que sempre aparecem
Não. Ele muda de papel. Sai do centro da segurança e vira apoio para compliance e histórico.
Não necessariamente. A ideia é integrar e fechar o ciclo, não competir com detecção.
Não necessariamente. A ideia é integrar e fechar o ciclo, não competir com detecção.
É aí que controles compensatórios brilham.
Não. A transição é progressiva. O ganho aparece cedo.
Quando vulnerabilidade vira verbo, não planilha

Vulnerabilidade não é algo para ser listado. É algo para ser resolvido.
Quando a segurança deixa de contar tickets e passa a contar risco eliminado, a conversa muda. Com TI. Com o board. Com o negócio.
No fim do dia, gestão de vulnerabilidades de verdade não é sobre enxergar falhas.
É sobre fechá-las antes que alguém explore.
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